Fazendeiro é condenado a 23 anos por matar eletricista após corte de energia em PE
Crime ocorreu em 2020, em Limoeiro.
Um fazendeiro foi condenado a mais de 23 anos de prisão pela morte do eletricista José Reginaldo de Santana Júnior, de 31 anos, funcionário da então Celpe (atual Neoenergia Pernambuco). O julgamento ocorreu nesta terça-feira (25), na Vara do Tribunal do Júri de Limoeiro, no Agreste do Estado, onde o crime foi registrado.
O acusado, Sebastião Ayres de Assis Neto, foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, além de constrangimento ilegal, sequestro e cárcere privado contra um segundo técnico, e ainda corrupção ativa por tentar subornar a equipe momentos antes do crime.
O caso aconteceu no dia 29 de setembro de 2020, quando Reginaldo e o técnico Edvaldo Bernardo da Silva foram à fazenda de Sebastião cortar o fornecimento de energia devido a uma dívida de R$ 28 mil. Segundo as investigações, o proprietário tentou impedir o procedimento oferecendo dinheiro aos trabalhadores.
Após o corte, Sebastião trancou a porteira da propriedade e atirou contra Reginaldo, que morreu no local. Edvaldo foi ameaçado com uma arma, obrigado a religar a energia e trancado no porta-malas do carro da Celpe até ser liberado minutos depois.
A pena imposta ao réu soma 23 anos, cinco meses e 22 dias de reclusão, além de seis meses e três dias de detenção e multa. Ele está preso desde julho de 2021 na Penitenciária Ênio Pessoa Guerra, em Limoeiro.
A defesa informou que irá recorrer da decisão, alegando que o resultado do júri foi “contrário às provas do processo”.
Em nota, a Neoenergia Pernambuco afirmou receber a condenação com “serenidade” e disse que a decisão reforça “o sentimento de justiça” pela morte do colaborador. A empresa destacou que seguirá atuando para que casos semelhantes “não fiquem impunes”.
Relembre a investigação:
O crime ocorreu na Fazenda Haras Vovó Zito, na PE-95, zona rural de Limoeiro. Após o homicídio, a Neoenergia e o Disque-Denúncia lançaram uma campanha oferecendo recompensa de até R$ 100 mil. Sebastião fugiu e foi preso apenas em julho de 2021, em Timbiras (MA), a mais de 1.200 km do local do crime. Ele usava documentos falsos e havia mudado a aparência.
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