Réveillon da Paulista terá R$ 5,8 milhões em cachês pagos pela Prefeitura
Sertanejo domina lista e eleva gastos em relação ao ano passado
O tradicional Réveillon da Avenida Paulista, em São Paulo, terá R$ 5,8 milhões destinados apenas ao pagamento de cachês artísticos, segundo dados publicados no Diário Oficial pela Secretaria Municipal de Cultura. A festa, que contará com 14 horas de programação ininterrupta, reunirá nove atrações musicais.
O valor representa um aumento de 77% em relação ao ano passado, quando a prefeitura desembolsou R$ 3,2 milhões para os artistas que se apresentaram na virada. Apesar disso, a administração municipal afirma que o investimento total continua em R$ 13 milhões, somando infraestrutura e pagamentos — mesmo com a ampliação do tempo de festa e do número de shows.
Cachês mais altos e sertanejo no topo
As maiores remunerações serão destinadas a Simone Mendes e Ana Castela, cada uma recebendo R$ 1,35 milhão. As duas lideram a lista dos cachês mais altos e refletem a aposta da curadoria nos gêneros mais consumidos pelo público paulistano.
Confira os valores divulgados:
Latino: R$ 400 mil
Belo: R$ 800 mil
Maiara & Maraisa: R$ 900 mil
João Gomes: R$ 1 milhão
Simone Mendes: R$ 1,35 milhão
Ana Castela: R$ 1,35 milhão
Documentos mostram que os valores estão acima da média do mercado. A prefeitura justifica que datas como Réveillon e Carnaval provocam uma alta natural nos cachês, que pode variar entre 50% e 100%.
No caso de Simone Mendes, que cobra em média cerca de R$ 900 mil, o valor pago representa um aumento de 48,63%. Ela será a responsável pela contagem regressiva para 2026.
Já João Gomes, cujo cachê gira em torno de R$ 700 mil, receberá R$ 1 milhão para se apresentar na virada.
A programação também inclui três atrações cristãs, Colo de Deus, Frei Gilson e Padre Marcelo Rossi, que participarão voluntariamente, sem receber cachê.
O que diz a Secretaria Municipal de Cultura
Em nota, a Secretaria Municipal de Cultura afirmou que utiliza o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), previsto na Lei 14.133/2021, como referência para pesquisa e definição dos preços artísticos.
A pasta declarou ainda que a curadoria levou em conta estudos de consumo musical entre os paulistanos, que apontam o sertanejo e o forró como gêneros mais populares, seguidos por gospel, pagode e samba.
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